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Albergaria. O sucessor de António Loureiro que marca terreno.

por alho_politicamente_incorreto, em 22.03.18

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Ainda sobre Delfim Ferreira. Alguns leitores, a pretexto do que de positivo escrevi na última edição do CA, registaram o tom de encómio. Não vejo razão para tamanho sublinhado. Não sou sectário ao ponto de denegar méritos a quem os tem. Sabe-se também que António Loureiro – o próprio o disse numa entrevista, em agosto de 2016, que os seus desígnios se confinam «a um projeto a oito anos» - terá apenas prometido fazer dois mandatos. Este será, portanto, o seu último. E quando, por exemplo, me perguntam se Delfim Ferreira (DF) poderá ser o próximo candidato do CDS/PP à Câmara Municipal, além de considerar a opção mais óbvia e natural, só posso responder que tem perfil para assumir esse desafio. Se o poderá ganhar, isso é outra questão.

(...) resulta claro da análise da situação vigente que está, há muito, a fazer o seu caminho, marcando terreno e consolidando o seu projeto de poder.

 

Com um projeto de poder. Ainda assim, reconheça-se, DF tem um estilo diferente, mais urbano e, quiçá, calculista. Parece ser ele o grande motor, o alicerce maior que agrega e potencia o regular funcionamento entre todos os elementos do executivo camarário, acudindo às fragilidades mais expostas, como no caso da Educação, orientando e, de algum modo, projetando o futuro na lógica, claro está, do seu partido e demais apaniguados. De resto, não há mal nenhum em reconhecer esta (forte) probabilidade. Inclusivamente, muita gente do CDS/PP Albergaria pensa e espera o mesmo.

Além do mais, afiançam-me que Delfim Ferreira não será homem de recorrer a expedientes cavernosos para atingir os seus objetivos. Não sei. Não tenho como confirmá-lo. Reconheço-lhe, contudo, ambição.

Em conclusão, resulta claro da análise da situação vigente que está, há muito, a fazer o seu caminho, marcando terreno e consolidando o seu projeto de poder.

José Manuel Alho

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Albergaria. Modernizar, incluir, prevenir e… dinheiro emprestado.

por alho_politicamente_incorreto, em 08.03.18

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Foto retirada daqui

Na última reunião da Assembleia Municipal, coloquei a questão do vitral totalmente estilhaçado visível na pala do CineTeatro ALBA, do lado do Café Concerto. Em resposta, o Vice-Presidente, Delfim Ferreira (DF), reconhecendo o facto, explicou detalhadamente as iniciativas entretanto desencadeadas, assegurando não só a sua substituição, bem como a inexistência de qualquer perigo para os transeuntes.

 

Albergaria conVIDA 2018 vai estender-se por dois fins de semana. Ao todo, serão seis dias de um dos mais marcantes cartazes que o município acolhe. De 22 a 24 de junho e de 29 de junho a 1 de julho, a Quinta da Boa Vista voltará a acolher simbólicas mostras de gastronomia regional, algum artesanato e o tradicional circuito pelas tasquinhas, entre outras novidades que a seu tempo se conhecerão. Sem prejuízo de uma visão ulteriormente mais ambiciosa, não deixa de ser uma boa notícia para o Concelho, a população, as instituições e as coletividades abrangidas, que vem, finalmente, ao encontro do que sempre defendi.

 

Na verdade, em março de 2017, ressalvei, neste jornal, «a necessidade de avaliar a possibilidade de estender o “Albergaria conVIDA” por um período que robustecesse o seu alcance junto da população e dos agentes económicos. Até porque, aqui ao lado, temos o termo de comparação oferecido pelo AgitÁgueda, onde poderíamos beber alguma da inspiração que anima e impulsiona estes festivais de Verão.» Andou bem a edilidade quando optou por seguir esta recomendação.

 

Modernizar a Quinta da Boa Vista, tornando-a inclusiva. Mantenho que, apesar de algum mas nem sempre estruturado investimento feito pela Câmara Municipal, o espaço teima em não oferecer as condições de conforto que se exigiriam ao fim de vários anos com a responsabilidade de erguer tão impressivo evento. De igual modo, renovo a crítica às infraestruturas existentes na Quinta da Boa Vista por não se conformarem com as necessidades das pessoas com mobilidade condicionada, aliada à ausência de um controle efetivo de entradas - sem nunca afetar a gratuitidade do acesso. A ver vamos.

 

Na última reunião da Assembleia Municipal, coloquei a questão do vitral totalmente estilhaçado visível na pala do CineTeatro ALBA, do lado do Café Concerto. Em resposta, o Vice-Presidente, Delfim Ferreira (DF), reconhecendo o facto, explicou detalhadamente as iniciativas entretanto desencadeadas, assegurando não só a sua substituição, bem como a inexistência de qualquer perigo para os transeuntes. Fê-lo de forma tranquila, esclarecida e, acima de tudo, com respeito pelas funções que desempenha. Podemos não gostar do estilo ou da pessoa mas as instituições devem estar (sempre) acima das individualidades. Há quem aponte a DF uma tendência para se considerar abrasonado ou para se distanciar daquilo que alguns reputam de povão. Não vou por aí. Não contem comigo para investidas pessoalizadas. Posso discordar – e discordo abundantemente! – do pensamento do atual Vice-Presidente, mas, reconheço, estamos perante alguém que tem méritos. Não se afigura sequer plausível vê-lo, num momento de destempero emocional, transfigurar-se num tiranete ou mesmo num arremedo grosseiro de galifão deslumbrado.

 

Sobre a importância da limpeza de terrenos e árvores na prevenção de incêndios. O Ministério da Administração Interna e do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural já advertiram que, até 15 de março, «é obrigatório e vital» limpar o mato e cortar árvores: 50 Metros à volta das casas, armazéns, oficinas, fábricas ou estaleiros e 100 Metros nos terrenos à volta das aldeias, parques de campismo, parques industriais, plataformas de logística e aterros sanitários, sob pena de «poder ser sujeito a processo de contraordenação. As coimas podem variar entre 140 a 5 mil euros, no caso de pessoa singular, e de 1500 a 60 mil euros, no caso de pessoas coletivas.»

 

De novo, as autarquias são constrangidas a cumprir as suas obrigações no que concerne à prevenção de incêndios. Os autarcas porventura indolentes logo se apressaram a culpar o Senhor Presidente da República pois este, com a sua ação, terá - pasme-se! - colocado imposições e comprometido todos os partidos. Alguns até se dão ao luxo de reconhecer, para cúmulo, que a lei anteriormente existente não era cumprida! Por fim, “la pièce de résistance”: o (alto) preço a pagar para cumprir a legislação e pôr tudo em ordem. Pois… há que fazer opções. É a vida! Menos bolos e festa para terminar com anos de incúria e negligência. O dilema que cumpre resolver.

 

Lixeiras em Angeja. Acumulam-se os alertas e denúncias que dão conta do aumento das lixeiras ilegais a céu aberto na bela vila de Angeja, mormente  junto à Ponte de Angeja e EN109 – Variante. Em consequência, aumentou também o risco de contaminação dos solos e da água, não omitindo o incremento da massa combustível que potencia incêndios. Importa levar a sério as participações da população e da Junta de Freguesia local, absolutamente incansável na defesa do seu património natural.

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Perguntas sobre a reabilitação das infraestruturas rodoviárias municipais na zona norte. No âmbito da empreitada de Reabilitação de Infraestruturas Municipais – Zona Norte (na qual se incluí a Unidade Operativa de Planeamento e Gestão  [UOPG] entre Albergaria-a-Nova e Cristelo, na Branca) seria bom que o atual executivo camarário desse resposta às seguintes questões:

 

1) É ou não verdade que a referida UOPG se se insere na Reserva Ecológica Nacional (REN)? Se sim, qual o sentido do parecer emitido pela CCDR-C?;

2) De acordo com o contrato daquela empreitada, assinado a 18 de agosto de 2017, estabelecendo um prazo de execução de 120 dias, que razões aduz a edilidade para justificar tamanho atraso?;

3) É ou não verdade que ainda decorrem (ou decorreram até há muito pouco tempo) negociações com os proprietários onde está prevista a implantação da UOPG?;

4) A empreitada não deveria somente ter-se iniciado após a aquisição da totalidade dos terrenos?

 

Em resumo, executou-se maior valor de empréstimos do que se investiu. Mau. Muito mau sinal.

Antecipa-se, por isso, legítimo poder concluir que, neste período em análise, o Município financiou a sua despesa corrente com o recurso a dinheiro emprestado. Alguém que ligue os pontos…

 

Informação financeira do Município preocupa. Na informação financeira atinente a fevereiro passado, verifica-se, com indisfarçável preocupação, a tendência já revelada em 2017 de a receita corrente ser MUITO inferior à despesa corrente. Isto é, o saldo corrente está negativo. Este indicador, para efeitos de elaboração dos orçamentos anuais, tem de ser positivo ou, no mínimo, nulo. Ocorre que, neste período em apreço, foi negativo. Em complemento, mais se repara que a execução, em termos de receita de capital e do passivo financeiro, é muito superior à despesa de capital. Em resumo, executou-se maior valor de empréstimos do que se investiu. Mau. Muito mau sinal.

Antecipa-se, por isso, legítimo poder concluir que, neste período em análise, o Município financiou a sua despesa corrente com o recurso a dinheiro emprestado. Alguém que ligue os pontos…

José Manuel Alho

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Albergaria. Há anos a perder população. Quem se preocupa?

por alho_politicamente_incorreto, em 02.03.18

Onde estão

o pensamento e a visão

que nos guiarão

até ao Futuro?

Na sequência do post anterior, importa observar criticamente os dados que os gráficos (em baixo) nos mostram. São claros, inequívocos e tremendamente preocupantes: há anos que Albergaria tem vindo a perder população, sem que o poder camarário consiga inverter tão danosa tendência.

 

Estamos, de novo, perante factos. Por isso, não vale a pena recorrer ao martelanço do costume.

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Fontes de Dados: INE 
Fonte: PORDATA
Última atualização: 2018-01-25

 

Em razão do cenário ora divulgado, exige-se medidas ao nosso poder local nas áreas mais deprimidas do Concelho no sentido de fixar casais jovens.

Dado o perfil de Albergaria-a-Velha, urge aumentar a competitividade dos setores agrícola e florestal, sem negligenciar a promoção e a sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais existentes.

Daí que defenda, intransigentemente, a revitalização económica e social das nossas zonas rurais.

No entanto, a estes objetivos estratégicos acrescem ainda outros objetivos, de caráter transversal, como o reforço da coesão territorial e social, e a promoção da eficácia da intervenção dos agentes públicos, privados e associativos na gestão setorial e territorial.

Mas ao poder autárquico vigente apresentam-se três desígnios absolutamente prioritários: a Diversificação da Economia e Criação de Emprego e a Melhoria da Qualidade de Vida.

A questão é saber se o atual executivo camarário tem visão e andamento, se ainda detém o poder de reformar e inovar, se ainda possui a coesão e a vocação para forjar o futuro. Em abstrato, as maiorias, conjunturalmente expressivas, logram, muitas vezes, deslumbrar os impreparados.

 

 

Diversificação da Economia e Criação de Emprego

Neste particular, preconizo a intervenção específica naquelas zonas mais fragilizadas, que contribua para a diversificação e o desenvolvimento de atividades económicas criadoras de riqueza e de emprego, possibilitando segurar população e aproveitar os recursos endógenos, convertendo-os em instrumentos de competitividade.

 

Melhoria da Qualidade de Vida

Urge, de igual modo, aumentar a acessibilidade da população dos territórios periféricos rurais aos serviços essenciais para a comunidade, em função até das necessidades diagnosticadas.

Em complemento, cumpre valorizar o espaço de vivência da comunidade, a qualidade de vida dos cidadãos e investir em melhores condições de acolhimento para os que vêm do exterior.

E tudo isto só se afigurará possível se apostarmos na conservação e valorização do Património Natural e Rural, sem nunca desistir de serviços básicos de qualidade para TODOS.

Uma visão incompatível para os que apostam no separatismo vertido na máxima de tratar, por exemplo, as Juntas de Freguesia consoante a cor do executivo circunstancialmente em funções.

 

Uma questão de visão e de andamento

A situação, tal qual nos é apresentada, exige humildade, visão e andamento para ser invertida. Estamos confrontados com genuínas mudanças de paradigma, que requerem uma resposta de qualidade e estruturalmente proporcionada.

A questão é saber se o atual executivo camarário tem visão e andamento, se ainda detém o poder de reformar e inovar, se ainda possui a coesão e a vocação para forjar o futuro. Note-se: em abstrato, as maiorias, conjunturalmente expressivas, logram, quase sempre, deslumbrar os impreparados.

José Manuel Alho

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Albergaria-a-Velha. Sinais preocupantes. Número de eleitores em queda.

por alho_politicamente_incorreto, em 01.03.18

A VERDADE NUA E CRUA

- Nem mesmo com as eleições no Natal...

De acordo com o Diário da República - 2ª série, de 1 de março/2018 - que revela o número total de eleitores à data de 31 de dezembro de 2017 - a SIGAI-AE (Secretaria Geral da Administração Interna - Administração Eleitoral) informa que o Concelho de Albergaria-a-Velha tem 22.576 eleitores nacionais, 9 cidadãos oriundos de países da União Europeia e 8 outros cidadãos estrangeiros aqui residentes. 

Como sempre enfatizei, dados preocupantes, a merecer profunda reflexão por serem conexos com outras matérias reconhecidamente cruciais.

Número total de eleitores à data de 31 de dezemb

Alguns que, em outubro passado, garantiram tratar-se de uma infeliz e conjuntural evidência administrativa - sugerindo até que o melhor teria sido abafar os factos, sacrificar a Lei, obliterar os números e, por arrasto, a VERDADE - bem que poderiam adiar as eleições até ao Natal!

E nem assim conseguiriam o milagre de assegurar a composição desejada (e incessantemente prometida) de alguns executivos de Junta de Freguesia...

A VERDADE, assente em factos, pode ser martelada sem razão nem tino, mas nunca ao ponto de se transformar em mentira.

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